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Antipetista doente e ‘pensador’ medíocre, Pondé substitui o cadáver de Olavo de Carvalho como guru bolsonarista

Desde o falecimento de Olavo de Carvalho em janeiro de 2022, os seguidores do presidente Jair Bolsonaro estavam em busca de um novo líder. E parece que encontraram em Luiz Felipe Pondé, um filósofo, escritor, colunista da Folha, comentarista da TV Cultura, palestrante e militante fervoroso.

Pondé tem um tema de “estudo” em particular: o Partido dos Trabalhadores (PT). Esse é o objeto de sua obsessão calculada para ganhar curtidas e engajamento na extrema-direita.

“O governo do PT é inimigo dos judeus”, escreveu ele no Twitter depois que Lula decidiu apoiar a denúncia por genocídio contra o Estado de Israel na Corte Internacional de Justiça, em Haia. Cinquenta e sete países apoiam essa medida.

“Lula acaba de apoiar a acusação de Israel estar cometendo genocídio. Talvez agora, além dos judeus idiotas antissemitas de plantão, o PT, Lula e seus seguidores nunca mais ganhem votos da comunidade judaica. Nem no município, nem no estado, nem nas eleições federais”.

Pondé não fala pelos judeus e a “comunidade judaica” é uma abstração monolítica que só existe em sua mente. Mas o que importa para ele é causar polêmica.

Filho de um militar católico e uma mãe judia, ele disse à Folha em 2007 que teve uma maior identificação com a cultura israelense do que com a religião judaica.

“Quando me tornei adolescente, me envolvi com o movimento jovem sionista. Morei em um kibutz, onde conheci minha esposa. O fato de eu ter me casado com uma judia acabou determinando uma certa vivência judaica no meu cotidiano. Mas não por influência familiar”, afirmou.

O “pensamento vivo” do herdeiro de Olavo é tão repulsivo quanto o cadáver do velho fascista, seu mentor espiritual.

Assim como Olavo, Pondé representa a vulgarização da figura do filósofo, fazendo escolhas oportunas para agradar pessoas ignorantes que se impressionam com uma citação de Nietzsche.

Ele comparece ao programa Pânico, da Jovem Pan, ataca a Venezuela, critica o Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o Brasil é uma “ditadura” e se posiciona contra o “politicamente correto”, entre outras coisas. Um verdadeiro pacote completo para agradar os seguidores fanáticos do bolsonarismo.

Se Olavo tinha seu inseparável cigarro, Pondé tem seu charuto fálico. Sua barba desgrenhada e malcheirosa é parte de sua imagem “moderna”, “jovem” e “iconoclasta”. Ele sofre por saber que é feio, mas acredita que seu tipo intelectual selvagem o torna irresistível para as mulheres.

Em 2019, Olavo de Carvalho chamou Pondé de “mentiroso, difamador barato, sem valor, um coitado e um zero à esquerda intelectualmente”. Olavo estava certo.

Com DCM

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