POLÍTICA

Alexandre de Moraes ao Washington Post: “Não existe possibilidade de recuar um milímetro”

Alexandre de Moraes, ministro do STF. Foto: reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afirmou, em entrevista ao jornal americano Washington Post, que não pretende ceder diante das pressões políticas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Não existe a menor possibilidade de recuar nem um milímetro”, declarou o magistrado. A fala ocorreu após ele relembrar o episódio de 4 de agosto, quando determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro por descumprir decisão judicial que o proibia de usar redes sociais.

“Faremos o que é certo: receberemos a acusação, analisaremos as provas, e quem tiver que ser condenado, será condenado; quem tiver que ser absolvido, será absolvido”.

Moraes também comentou as retaliações impostas pelo governo Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos elevou tarifas de importação em 50% sobre produtos brasileiros, revogou o visto do ministro e incluiu seu nome na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, sob alegação de supostas violações de direitos humanos. Mesmo assim, o magistrado disse manter “total tranquilidade” para aplicar a lei.

A reportagem destaca que Moraes se tornou um dos nomes mais influentes da Justiça brasileira, conduzindo inquéritos contra a desinformação, determinando prisões de políticos e até suspendendo a operação da plataforma X no Brasil.

Foi também responsável por tornar Bolsonaro inelegível e agora supervisiona investigações sobre a suposta trama para manter o ex-presidente no poder, que incluiria até planos de assassinatos de rivais.

Descrito pelo jornal como um “xerife da democracia”, Moraes afirmou que sua atuação busca imunizar o país contra o autoritarismo. “O Brasil teve anos de ditadura sob Vargas, mais 20 anos de regime militar e inúmeras tentativas de golpe. Quando se é mais atacado por uma doença, você forma anticorpos mais fortes e busca uma vacina preventiva”, afirmou.

Segundo ele, todas as suas decisões foram revisadas pelo STF e confirmadas em mais de 700 recursos.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo