POLÍTICA

Itamaraty ignora sanções a familiares e pede novo visto para Padilha nos EUA

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Itamaraty protocolou nesta terça (19) um novo pedido de visto para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, junto à embaixada dos Estados Unidos. A solicitação ocorre poucos dias após o governo americano, chefiado por Donald Trump, ter revogado os documentos de sua esposa e sua filha, de 10 anos.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, o ministro recebeu convites para dois compromissos internacionais em território americano e precisou pedir um novo visto urgentemente. Seu documento expirou em 2024 e ele não foi atingido diretamente pela sanção do governo Trump.

Ele foi impedido de solicitar um novo documento, sob o argumento de que teria participado da criação do programa Mais Médicos, que trouxe médicos cubanos para atuar em regiões carentes do Brasil.

Seu primeiro compromisso será a reunião da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), no próximo dia 29, em Washington. O segundo é a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, a partir de 23 de setembro, onde deve discursar em encontro sobre doenças crônicas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Getty Images

O Ministério das Relações Exteriores baseia o pedido no chamado Acordo de Sede, que obriga países anfitriões de eventos multilaterais a garantir a entrada de representantes estrangeiros convidados. O Itamaraty considera que a negativa ao visto poderia configurar violação das regras internacionais de diplomacia.

Na semana passada, Padilha demonstrou forte insatisfação com a decisão americana que atingiu sua família. “É um ato covarde que atinge uma criança de dez anos de idade, que atinge a minha esposa”, disse em entrevista à GloboNews.

O ministro também responsabilizou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo episódio. “E as pessoas que fazem isso, o clã Bolsonaro, que orquestram isso, têm que explicar, não para mim, para o mundo todo, qual o risco que uma criança de dez anos de idade pode ter para o governo americano”, completou.

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