
A Polícia Civil investiga uma mulher de 28 anos, identificada como Graziele Silva Bertelli, acusada de enviar áudios ameaçando a enteada de 7 anos em Pouso Alegre (MG). Nas mensagens, encaminhadas pelo WhatsApp, a suspeita fala em “jogar a menina da janela” e “chorar no velório” após matá-la. O caso, ocorrido em março, foi divulgado neste mês pela mãe da criança. Com informaçõies do G1.
As gravações foram enviadas como mensagens de visualização única, mas a mãe conseguiu salvá-las após orientação de uma amiga. Além das ameaças, a madrasta ofendeu a criança com termos como “menina feia, nojenta, mimada” e afirmou que assumiria o crime. A Justiça concedeu medida protetiva que impede o pai de levar a filha para locais onde a madrasta esteja.
Segundo a mãe, Luciana Dias, a conversa começou com críticas ao comportamento da menina e reclamações sobre pedidos que ela fazia ao pai. Em seguida, as falas passaram para insultos e ameaças de morte. Luciana afirmou que sentiu “desespero” e correu para buscar a filha na escola, com medo de que a madrasta tentasse agir.
A Polícia Civil informou que está colhendo depoimentos e analisando os áudios e demais provas apresentadas. A defesa de Graziele declarou que não comentará o caso por ele estar sob segredo de Justiça.
A divulgação do material gerou grande repercussão nas redes sociais e recebeu manifestações de figuras públicas. A vereadora de São Paulo Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, classificou o episódio como “crueldade” e cobrou que as autoridades garantam a proteção da criança.
O inquérito segue em andamento e, de acordo com a polícia, poderá resultar em novas medidas, incluindo indiciamento. Enquanto isso, a menina permanece sob proteção da mãe, amparada pela decisão judicial que busca impedir qualquer contato com a suspeita.