POLÍTICA

Má vontade? Entenda a atitude de Ancelotti com Endrick na estreia do Brasil

Endrick deixa aquecimento cabisbaixo após não ser escolhido por Ancelotti em Brasil x Marrocos. Foto: Reprodução

Endrick voltou ao centro das cobranças sobre a seleção brasileira após ficar no banco durante todo o empate por 1 a 1 com o Marrocos, pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. O atacante de 19 anos era uma das opções de Carlo Ancelotti para o setor ofensivo, mas não foi utilizado na estreia.

A escolha do treinador italiano gerou questionamentos após o Brasil apresentar dificuldades para criar jogadas de ataque durante parte da partida. Ancelotti iniciou o confronto com Igor Thiago no comando ofensivo, enquanto Endrick permaneceu entre os reservas até o apito final.

Depois do jogo, o técnico foi perguntado sobre a ausência do atacante, mas evitou comentar a situação de forma individual. “Eu não estou aqui para falar individualmente de um jogador, falo da equipe. A equipe no primeiro tempo não jogou bem, no segundo tempo foi melhor. Tivemos algumas oportunidades. Temos que acertar mais”, afirmou.

A condução de Ancelotti em relação a Endrick já era observada desde o período em que os dois trabalharam no Real Madrid. O treinador costuma considerar critérios como leitura tática, participação coletiva, comportamento sem a bola e regularidade de desempenho nas escolhas para o time.

Na seleção brasileira, Endrick chegou à Copa de 2026 com 14 partidas e três gols pela equipe principal. Os gols foram marcados contra Inglaterra, Espanha e México. Em março de 2024, no Wembley, ele se tornou o jogador mais jovem a marcar pela seleção brasileira masculina desde Pelé.

O atacante também acumulou experiência antes de chegar ao Mundial. Pelo Palmeiras, participou de partidas decisivas no Campeonato Brasileiro e na Libertadores. Depois, passou a integrar o elenco do Real Madrid e conviver com a rotina de um dos clubes mais competitivos do futebol europeu.

A parte física do jogador é outro ponto citado em avaliações sobre sua adaptação ao futebol profissional. Ainda aos 16 anos, Endrick já chamava atenção no Palmeiras por características como explosão, força, centro de gravidade baixo e capacidade de suportar contato com zagueiros mais experientes.

A situação também foi comentada por Casemiro, um dos líderes da seleção. O volante defendeu cautela no uso do atacante e alertou para o risco de atribuir a um jogador de 19 anos a responsabilidade por solucionar os problemas ofensivos da equipe durante a Copa do Mundo.

A sequência da fase de grupos deve manter Endrick entre os nomes mais observados no elenco brasileiro. O próximo jogo da seleção pode indicar se Ancelotti pretende dar mais minutos ao atacante ou manter a formação ofensiva usada na estreia contra o Marrocos.

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