Percepção sobre custo de vida cai e 73% apoiam fim de escala 6×1: Meio/ Ideia indica caminho para Lula
Lula precisa explicar que a jornada exaustiva de trabalho e o endividamente são frutos da política neoliberal defendida por Flávio Bolsonaro e a ultradireita para bajular o verdadeiro "sistema", que aposta no neofascismo para aumentar seus lucros.

A pesquisa Meio/ Ideia divulgada nesta quarta-feira (6) mostra que o caminho para Lula vencer Flávio Bolsonaro (PL) nessa eleição, que será decidida nos detalhes, passa pela máxima de James Carville, marqueteiro da campanha presidencial de Bill Clinton em 1992: é a economia, estúpido!
Na mesma semana em que o governo lançou o Desenrola 2.0, para reduzir o endividamento das famílias, a pesquisa mostra que a percepção sobre o custo de vida caiu, apesar de seguir em índices insatisfatórios para virar votos.
Leia a íntegra da pesquisa Meio/Ideia de abril
Os dados mostram uma queda de 5 pontos percentuais, de 40,4% para 35,3%, dos brasileiros que dizem que o custo de vida “aumentou, mas não muito” entre abril e maio. Aqueles que dizem que “aumentou muito” mantiveram-se em torno de 30%, enquanto os que acreditam que “está praticamente igual” foi de 21% para 23%. Apenas 5% sentiram que o custo de vida caiu.
O Desenrola pode gerar um impacto positivo em 44,3% que dizem que o endividamento aumentou no último ano e nos 38,5% que relatam que permaneceu igual.
Para 41,9% dos eleitores, “custo de dívida e dívidas” são importantes para definirem o voto. Outros 36% dizem ser importante, mas “menos do que segurança pública, saúde ou corrupção”.
Esses dados mostram que os eleitores votam com o bolso, especialmente quando saem dos supermercados, e que a percepção sobre o consumo e o endividamento será um detalhe crucial nessa eleição disputada voto a voto.
Não é à toa que a mídia liberal já faz eco aos bolsonaristas para atacar o Desenrola. O cálculo, nesse caso, não é sobre a economia, mas sobre as eleições.
Esmagamento neoliberal
A pesquisa revela ainda que 73,7% dos brasileiros estão ao lado de Lula na proposta colocar fim à escala 6×1. E mostra o caminho para o presidente criar o alicerce para seu quarto mandato no Palácio do Planalto.
Lula precisa se colocar como o candidato antissistema. Mas, é preciso explicar o que, realmente, é o sistema e o conluio entre banqueiros – como Daniel Vorcaro -, a jogatina do mercado financeiro e a direita, especialmente a ultradireitra neofascista, comandada pelo clã Bolsonaro no Brasil.
A insatisfação com o esquema de trabalho intenso, com duras escalas e sem direitos, se dá em decorrência das políticas defendidas pelo sistema financeiro e propagadas pela mídia liberal, que busca cada dia mais concentrar renda e esmagar a classe média – onde se encontra a disputa dos votos que definirão as eleições.
Sem espaço para avançar nas pautas que sufocam a maioria das pessoas, o sistema se alia à ultradireita neofascista, com Flávio Bolsonaro (PL), para fazer derreter os direitos e o Estado de Bem Estar Social, além de terminar de usurpar as riquezas nacionais, focadas na privatização da Petrobras e na entrega das chamadas terras raras.
A pesquisa revela os anseios das famílias diante do discurso da ultradireita – que tem como linha auxiliar Romeu Zema (Novo), o “padre Kelmon” das eleições para colocar Flávio Bolsonaro no papel de “moderado”.
Para 33,7%, o dia extra com o fim da escala 6×1 daria resultaria em mais tempo com a família. Outros 24% se dedicariam a descansar da rotina exaustiva. E 11% pretendem usar o dia extra para se qualificar profissionalmente.
A jornada exaustiva é uma pauta adotada pela ultradireita – que vive de política ou de likes nas redes sociais – para acenar para a sanha neoliberal do sistema financeiro.
Existe vida além do trabalho, que deve garantir sustento e vida digna. E é isso o que a maioria da população quer. Esse “detalhe” é primordial para Lula mostrar quem está do lado de quem. E mostrar que é na economia onde se combate os estúpidos que defendem interesses do mercado, o verdadeiro sistema que reza na cartilha neoliberal da concentração de renda e da desigualdade social.
Com Revista Fórum


