POLÍTICA

Senadores dizem ter recebido pedido de Alcolumbre para votar contra Messias

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), teria solicitado a pelo menos dois senadores que votassem contra a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, divulgada pela Folha de S.Paulo, contradiz a postura pública de Alcolumbre, que tem afirmado manter neutralidade na votação.

A atuação nos bastidores levanta suspeitas sobre as verdadeiras intenções do presidente do Senado, que publicamente se declara imparcial. Contudo, relatos de senadores e até de integrantes do STF indicam uma articulação para impedir a aprovação de Messias.

A notícia surge em um momento crucial para a indicação ao STF, com potencial para gerar forte impacto nas relações entre os Poderes. A Folha de S.Paulo apurou que a movimentação de Alcolumbre pode influenciar significativamente o resultado da votação.

Alcolumbre nega pedido de voto contra indicado ao STF

Em nota oficial, Davi Alcolumbre negou veementemente ter solicitado votos contra a aprovação de Jorge Messias. A assessoria do presidente do Senado classificou como lamentável a divulgação de “conversas de corredor” e a geração de “notícias falsas” sem responsabilidade.

Apesar da negativa, o presidente do Senado está sob pressão, pois relatos indicam que ele teria declarado que faria “de tudo para derrotar o indicado”. Essa postura contrasta com a sua declaração pública de neutralidade.

Motivação por trás da suposta articulação

Fontes próximas a Alcolumbre sugerem que sua insatisfação com a escolha de Messias por Lula é o principal motor da articulação. O presidente do Senado preferia que o indicado fosse o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

O argumento de Alcolumbre para os senadores seria o de que rejeitar Messias fortaleceria o Poder Legislativo, obrigando o Executivo a negociar previamente as indicações ao STF com o Senado.

Atuação sutil e histórico de embates

A estratégia de Alcolumbre, segundo os relatos, tem sido mais sutil do que em ocasiões anteriores. No entanto, o histórico mostra uma tendência a atuar contra indicações presidenciais ao STF, como na vez da indicação de André Mendonça pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mesmo com a negativa oficial, interlocutores do governo Lula chegaram a procurar Alcolumbre diante dos rumores e ouviram dele a garantia de que o rito normal de votação seria respeitado, sem interferências negativas.

Oposição e Governo divididos quanto ao resultado

A oposição avalia ter cerca de 30 votos contrários a Messias e estima que Alcolumbre poderia influenciar entre 15 e 20 senadores. Se essa projeção se confirmar, a indicação seria rejeitada, algo inédito desde 1894.

Por outro lado, governistas afirmam possuir pelo menos 45 votos favoráveis, o que garantiria a aprovação, ainda que por uma margem apertada. O voto secreto pode ser um fator decisivo, permitindo que senadores opositores votem a favor do indicado sem exposição pública.

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