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Quem é a procuradora atacada nas redes por ter tatuagens e cabelo colorido

A procuradora Gisele Bleggi. Foto: Reprodução

Gisele Bleggi, procuradora da República, viralizou nas redes sociais após um vídeo em que aparece durante uma visita institucional a Propriá (SE). O conteúdo, publicado pelo prefeito Luciano de Menininha (PP), alcançou mais de 1 milhão de visualizações em menos de 48 horas.

Nele, Bleggi fala sobre sua participação no Seminário Regional de Licenciamento Ambiental, evento no qual citou a parceria entre o Ministério Público Federal (MPF) e a prefeitura local. A repercussão se desviou para comentários sobre sua aparência.

A procuradora chamou a atenção por seu estilo pessoal, incluindo tatuagens visíveis, cabelo colorido e vestimentas mais informais. Veja:

Gisele é formada em Direito e tem mestrado em Direitos Humanos, atua desde 2010 no MPF e tem se dedicado a causas ligadas ao meio ambiente, urbanismo e direitos de minorias, como povos indígenas.

Em 2022, a procuradora já havia virado notícia por tentar convencer indígenas que participavam de protesto em Vilhena (RO) a interromperem o bloqueio de rodovias na região. Gisele recebeu ameaças na ocasião.

Relembre:

Além de sua atuação em Rondônia, onde recentemente enfrentou ameaças após interagir com indígenas em um protesto, Gisele tem sido alvo de ataques pela sua aparência, o que levou entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB-SE) e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) a se manifestarem publicamente em sua defesa.

Ambas as organizações criticaram os comentários misóginos que ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, destacando o caráter simbólico da violência sofrida pela procuradora.

“O episódio ganha contornos ainda mais sensíveis por ocorrer no mês de março, período em que o país reafirma a importância da luta histórica das mulheres por respeito, igualdade e dignidade. Situações como esta demonstram que o enfrentamento à misoginia e às diversas formas de violência contra a mulher permanece um desafio permanente da sociedade brasileira”, disse a OAB.

A ANPR disse que os ataques são “carregados de violência simbólica” e que “a sua ocorrência em pleno mês de março, que marca a luta pelos direitos das mulheres, levanta ainda mais as discussões sobre o quanto ainda é preciso avançar no respeito às liberdades”.

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