
Os casos de feminicídio no estado de São Paulo, governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), bateram recorde histórico neste ano. De janeiro a novembro, foram 233 casos registrados, o maior número da série histórica iniciada em 2018. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo nesta terça-feira (30).
Os números comprovam uma realidade cruel não só em São Paulo mas no Brasil. Um episódio recente que chocou o país foi o de Tainara Souza Santos, de 31 anos, atropelada e arrastada pelo ex-ficante, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, por um quilômetro na Marginal Tietê. Tainara ficou gravemente ferida, precisou ter as duas pernas amputadas e faleceu na última quarta-feira (24).
Além do recorde de feminicídios, São Paulo também registrou o maior número de agressões contra as mulheres desde 2012. Ao todo, foram 60.474 casos registrados em delegacias do estado.
Política de Tarcísio
Os dados revelam a política de omissão adotada por Tarcísio para proteção às mulheres. Em 2023, seu primeiro ano de mandato, Tarcísio cortou R$ 17 milhões destinados às Delegacias da Mulher 24h. Já em 2024, o governador congelou 96% do orçamento para combate à violência contra a mulher. De um total de R$ 26 milhões previstos para programas das secretarias da Segurança Pública e de Políticas para a Mulher, Tarcísio liberou apenas R$ 900 mil.
Além disso, neste ano, Tarcísio também congelou R$ 20 milhões do orçamento para a Secretaria da Mulher. Inicialmente, o governador propôs o investimento de somente R$ 10 milhões na pasta. No entanto, deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aumentaram o valor para R$ 36 milhões. Mesmo assim, a diferença, de R$ 20 milhões, foi congelada por Tarcísio.
Para o próximo ano, de 2026, o governador decidiu por colocar o congelamento orçamentário como corte definitivo. Ou seja, somente cerca de R$ 16 milhões serão destinados a políticas de proteção às mulheres.
Após o anúncio da verba, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu uma investigação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo sobre os cortes de Tarcísio em políticas voltadas às mulheres. A parlamentar afirmou que as propostas orçamentárias não se tratam de falha administrativa, mas de uma escolha política.
“Tarcísio desmonta o orçamento de proteção às mulheres e ignora a lei das Delegacias de Defesa das Mulheres 24h”, afirmou a deputada. Com Revista Fórum



